Um sábado de sol. É o que os temporólogos prometem. Ao menos aqui em Brasília.
Algumas pessoas vão aproveitar pra viajar pro entorno, acampar, pescar.
Outras vão curtir uma preguiça no parque, no clube.
Muita gente de fora do DF vai estar por aqui pra aproveitar os últimos momentos do
2o. Encontro Nacional dos Povos das Florestas. Vai rolar, à noite, o
Ecosystem 4.0, uma grande (e cara) festa no
Memorial dos Povos Indígenas.
Entretanto, em meio à tantos programas, surge uma dúvida: Como todas essas pessoas se deslocarão?
Quarenta por cento da área central das grandes cidades brasileiras é ocupada pela malha viária. Os automóveis privados, apesar de transportarem cerca de 20% dos passageiros, ocupam 60% das vias públicas, e os ônibus, que transportam 70% dos passageiros, ocupam 25% do espaço.
O brasileiro gasta mais com carro do que com educação. Nas famílias em que o chefe tem o ensino médio completo, o gasto com educação representa 4,9% do orçamento, enquanto o gasto com aquisição de automóvel, combustível e manutenção representa 10,8%.
O tráfego de veículos é responsável por cerca de 80% do ruído urbano.
Anualmente, um carro médio emite cinco toneladas de dióxido de carbono, sendo responsável por 60% a 80% da poluição atmosférica dos centros urbanos. O transporte individual aumenta em cem vezes a taxa de emissão de CO2 por quilômetro/passageiro transportado.
No dia 22 de setembro, próximo sábado, será promovido em milhares de cidades de aproximadamente 40 países o
Dia Mundial sem Carro. A iniciativa, criada na França em 1997, surge da preocupação relacionada com a qualidade de vida e o meio ambiente de nossas cidades, tendo como objetivo provocar uma reflexão sobre o modelo de mobilidade atual, em que há uma presença preponderante de automóveis.
Mesmo assim, o que você vai fazer no dia 22 de setembro?
Em dúvida? Confira os links:
Histórico do Automóvel
World Carfree Day - Official Website
Desafio Intermodal - Quem ganha?
Fonte: Contribuição da matéria de Oded Grajew na revista Envolverde